A visão comunista do governo Vargas

André Konell, Jacqueline Mylena de Camargo, Lauriani Beraldo Kawashima, Marcos Anholeto Matos, Nathalia Reichwald

Resumo


O governo Vargas apresentou grandes pontos de estudo e análise de como foi executado. Apesar das grandes repressões varguistas a ideários que contrariassem suas expectativas homogêneas, é a partir de 1937, com o Estado Novo, que suas ações se concentraram em todos os meios de comunicação, bem como no desaparecimento de outros partidos políticos e no controle dos poderes através das nomeações e acordos estaduais. Os comunistas, vistos como inimigos máximos, foram colocados sob condições degradantes e levados a um processo de intenso extermínio, fosse por extradição, ou sendo colocados à mercê da morte. É claro que havia no Brasil uma difusão dos ideários comunistas desde a década de 1920, os quais foram expressados através de diversos materiais jornalísticos como a revista Movimento Comunista, e o semanário A Classe Operária, um substituindo o outro nesta sequência, de acordo com as proibições surgidas nos governos, incluindo o de Vargas até seu mandato democrático, na década de 1950. Nesse período, por fim, o jornal Voz Operária acaba por assumir posição informante do PCB e representar as opiniões e teorias do partido. Vargas permanece com ações para estabelecer o controle, mesmo que indireto, criando sindicatos para concentrar as ações dos trabalhadores e limitar seus interesses. Mas seu segundo mandato é marcado pelas dificuldades de governabilidade e da oposição – ponto onde analisamos imagens difundidas por esse periódico comunista e seus possíveis impactos que, somados a diversos fatores políticos e de poder, resulta no fim do segundo mandato getulista, e mais do que isso, em sua morte.


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